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O fechamento do Estreito de Ormuz: Uma ameaça global
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O fechamento do Estreito de Ormuz: Uma ameaça global

Por Lawrence Maximus
13 de March, 2026
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Imagem da Notícia: O fechamento do Estreito de Ormuz: Uma ameaça global

Lawrence Maximus - 13/03/2026 15h58

Mojtaba Khamenei Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

A declaração do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, de que o Estreito de Ormuz “seguirá fechado” como instrumento de pressão política contra Estados Unidos e Israel representa um dos momentos mais tensos da geopolítica contemporânea.

Em sua primeira fala pública desde que assumiu o cargo, Khamenei deixou claro que o bloqueio da via navegável mais estratégica do planeta é uma “alavanca necessária” diante do que classifica como “agressões” ocidentais.

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Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz não é apenas uma passagem marítima – é o epicentro da segurança energética mundial.

Por seus 39 quilômetros de largura, no ponto mais estreito, escoam cerca de 20% de todo o petróleo consumido no planeta e parcela significativa do gás natural liquefeito (GNL). São aproximadamente 15 a 20 milhões de barris diários que abastecem principalmente as economias asiáticas – China, Índia, Japão e Coreia do Sul –, todas extremamente dependentes dessa rota.

Para os países do Golfo, o estreito é a única janela para o mundo. Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Catar veem sua capacidade de exportação completamente refém da estabilidade dessa passagem.

Quando o Irã ameaça ou efetivamente bloqueia o estreito, não está apenas desafiando o Ocidente – está paralisando a espinha dorsal econômica de seus vizinhos.

A posição de Khamenei revela uma estratégia calculada de projeção de poder assimétrico. O Irã, consciente de suas limitações militares convencionais diante da aliança EUA-Israel, transformou o estreito em sua principal arma geopolítica. Ao controlar esse gargalo, Teerã adquire capacidade de influenciar mercados globais e impor custos significativos a seus adversários sem necessariamente engajar em confronto direto.

Em resumo, o fechamento do Estreito de Ormuz representa um choque energético e econômico de proporções históricas, interrompendo o fluxo de uma parcela vital do petróleo e gás mundial, disparando a inflação e ameaçando a estabilidade de cadeias de suprimentos globais.

Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israel.

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